sábado, 30 de agosto de 2008

Tu


Tu!
Silêncio lacónico e mudo
Que contemplas o Mundo
E sofres como eu,
O pesadelo da fome
A tortura da guerra
Os olhares avaros.

Tu!
Para quem a verdade
Tantas vezes desfiguradas
Por conveniências mesquinhas
É vitima amordaçada,
De olhares avaros
Que ébrios de ambição
Humilham a virtude
Esmagando insensíveis
O afago reconfortante
Da ternura.