segunda-feira, 1 de setembro de 2008

Matar esta saudade minha,

Amor, venha matar esta saudade minha,
cada pupila em mim vive demais tristinha,
carente de você, querendo sua imagem.
Em minh’alma é você bonita tatuagem
que o tempo não apaga. Escrevo este poema
com lágrimas caindo, e prende-me essa algema
tolhendo até meus pés. Limito-me no espaço,
porque beijos não tenho e falta-me o abraço
que traz felicidade, encantos e aconchego.
Nem sei que língua falo. Estou falando grego
e falo até latim por ser a língua morta...
Quero cantar de novo alegre, abrindo a porta
para lhe dar o beijo especial que tenho.
Do seu lindo retrato eu produzi desenho,
mil cópias imprimi, gastei tudo que tinha...
Amor, venha matar esta saudade minha!