sábado, 25 de outubro de 2008

Apenas

Apenas... Imagino coisas quando nos olhamos, beijos que trocamos, carinho, os abraços, faces unidas, olhares que não escondem o sentimento que nos atrai. Corpos que já se conhecem, que se tocam, se querem; não se importam com a ética, completamente insensíveis ao nosso freio moral. Acima de tudo, a consciência plena de que não evoluirá disso, nada mais, além de uma bela e consistente amizade. Mas, nem tudo controlo; humano, mesmo sem querer, fantasio o lugar em que acontece, de onde me chamas, estudado impulso; vou quase correndo, num pulo, há ninguém que nos impeça, te chegas bem junto a mim e me declaras o teu amor. Talvez já saibas o que sinto, jamais o confessarás, és sábia; e demasiado nobre para isso, muito menos eu, não tão nobre... Enquanto isso, meu amor aguarda; fazer o quê? Não o domino, espera um dia, não tanto, um beijo apaixonado, só! quem sabe? Apenas...