
não quero perder-te na sombra
do esquecimento frio
sem forma que assombre...
quero que vivas
no som ou no silêncio
de cada palavra;
no acalento que embala
a febre que não curamos,
o fato que não vivemos...
quero-te presente,
sempre!
no delírio do verso,
no transverso da insônia,
no martírio do dia,
na poesia vadia,
na espera...
não deixes que eu te esqueça..