Tu! Silêncio lacônico e mudo
Que contemplas o Mundo
E sofres como eu, O pesadelo da fome A tortura da guerra Os olhares avaros.
Tu! Para quem a verdade
Tantas vezes desfiguradas
Por conveniências mesquinhas É vitima amordaçada, De olhares avaros Que ébrios de ambição Humilham a virtude Esmagando insensíveis O afago reconfortante Da ternura.