
Penso-te levemente, num suave arrepio que me percorre o corpo, que me desassossega, e me deixa a pele em estado de alerta, aqui, deitada sobre ti, vejo-te nos meus sonhos, encontro o momento prometido, o fruto apetecido que colhemos do nosso âmago, e nos queremos oferecer, nesta deliciosa e provocadora tentação aos sentidos.
Nas tuas mãos, deixo as minhas, até ao instante em que acordarmos deste sereno sono, onde dormimos lado a lado, à distância de um toque, à distância de uma doce carícia, que não ousamos experimentar, para não quebrar a magia que sentimos fluir.